Rubio descreveu o TPI como uma violação inaceitável da soberania americana. Em suas declarações, ele destacou que a corte toma para si a responsabilidade de processar e até prender militares e autoridades dos EUA que atuam em defesa dos interesses nacionais. Essa postura reflete a preocupação do governo americano com o papel do tribunal na promoção da justiça internacional, que, segundo eles, pode infrigir a autonomia do país.
A nova estratégia do governo envolve um endurecimento das sanções contra indivíduos e entidades que estão conectadas ao TPI, além de estabelecer restrições à entrada de funcionários da corte em solo americano. É importante ressaltar que os Estados Unidos não são signatários do Estatuto de Roma, o tratado que instituiu o TPI, o que acentua a aversão do governo em relação à corte.
Na esteira dessa campanha, Washington também pretende pressionar seus aliados, especialmente aqueles que, segundo Rubio, se beneficiam da proteção militar e da segurança oferecidas pelos EUA. A estratégia inclui um plano para convocar embaixadores e altos representantes de diversos países com o intuito de compartilhar o que o Departamento de Estado considera ser “abusos do TPI”. Os diplomatas americanos serão encorajados a se manifestar publicamente contra a autoridade da corte, numa tentativa de persuadi-los a abandonarem a instituição.
O governo dos EUA também indicou que fará um exame mais rigoroso da atuação de países que continuarem a reconhecer o TPI enquanto recebem ajuda americana. Isso pode sinalizar um movimento estratégico para alinhar as políticas internacionais com os interesses dos Estados Unidos, colocando uma pressão adicional sobre nações que dependem do apoio americano, mas que ainda mantêm vínculos com o Tribunal Penal Internacional.





