A mudança na idade mínima de mobilização foi inicialmente abordada em abril, quando o presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, promulgou uma lei que permitia a mobilização a partir dos 25 anos. No entanto, esse tema gerou controvérsia e resistência no Parlamento, que em agosto afirmou que não havia intenção de modificar as normas de recrutamento. Recentemente, o deputado Aleksei Goncharenko, que ocupa uma cadeira no Parlamento ucraniano e é considerado por algumas autoridades russas como parte de uma lista de extremistas, mencionou que o comando militar impôs uma restrição adicional, proibindo a mobilização de cidadãos com menos de 25 anos previamente classificados como “aptos com restrições”.
No cenário internacional, Vladimir Putin alertou que os Estados Unidos estão pressionando a liderança da Ucrânia a diminuir ainda mais a idade do recrutamento. A complexidade dessa situação é agravada por relatos de violência associada ao recrutamento, com vídeos circulando na internet que mostram agentes dos escritórios de mobilização utilizando métodos coercitivos para transportar homens em idade de recrutar para locais desconhecidos.
Além disso, uma nova legislação, em vigor desde 18 de maio, exige que todos os cidadãos elegíveis para o serviço militar atualizem suas informações junto aos escritórios de recrutamento em um prazo de 60 dias. Essa medida, que pode ser cumprida presencialmente ou digitalmente, também obriga os cidadãos a portarem seus documentos militares e apresentá-los quando solicitados por autoridades competentes. Aqueles que desobedecerem a essas diretrizes correm o risco de perder o direito de dirigir, uma penalização que suscita preocupações sobre a abrangência e a rigidez da mobilização militar no país. A ausência de um prazo claro para desmobilização gerou críticas de parlamentares, que vêem essa situação como uma questão que precisa de mais atenção legislativa.







