O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que a administração Trump não permitirá que o governo venezuelano lucre com suas exportações de petróleo enquanto, conforme alegações dos EUA, Maduro estaria envolvido no tráfico de drogas que afeta o país norte-americano. Bessent ressaltou que a “campanha de pressão” contra o regime será continuada até que haja mudanças significativas.
Além das sanções, quatro petroleiros – Nord Star, Rosalind, Della e Valiant – foram bloqueados, e seus proprietários e operadores também enfrentarão penalidades. O Departamento de Estado americano destacou que as ações têm como objetivo desmantelar a rede que sustenta o que classificam como um “regime ilegítimo.” Apesar das novas medidas, as exportações de petróleo da Venezuela aumentaram nos últimos meses, principalmente com destinos para a China e Cuba. Trump já havia proposto um “bloqueio total” a embarcações sancionadas, gerando preocupação sobre a eficácia das medidas.
Paralelamente, a presença militar dos EUA no Caribe foi ampliada, com a Guarda Costeira interceptando petroleiros associados ao narcotráfico. Em uma ofensiva militar recente, cinco embarcações foram atacadas, resultando em baixas significativas, autorizadas pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth. Esses eventos têm gerado um clima de tensão elevado na região, levando Maduro a acusar Washington de utilizar sua presença naval como um pretexto para desestabilizar seu governo.
O presidente da Venezuela classificou as alegações de envolvimento em narcotráfico como infundadas e defendeu que os Estados Unidos estão travando uma guerra econômica e informativa contra seu país, ignorando questões de soberania e direito internacional. As ações de Washington revelam não apenas uma tentativa de limitar as operações do governo venezuelano, mas também um aprofundamento das tensões geopolíticas na América Latina, que continua a ser um foco de interesse estratégico para os EUA.







