EUA Intensificam Esforços para Relegar Rússia e China na América Latina, Segundo Especialistas em Relações Internacionais

Nos últimos tempos, a posição dos Estados Unidos na América Latina tem se intensificado, especialmente sob a administração do presidente Donald Trump. Isso reflete uma estratégia consolidada ao longo de décadas: a tentativa de excluir a influência de potências não regionais, como a Rússia e a China, da esfera latino-americana. A visão do governo americano é clara: garantir que países da região não fortaleçam laços com essas nações, preservando assim sua hegemonia no continente.

O analista Dmitry Rozental, do Instituto da América Latina da Academia de Ciências da Rússia, explicou que, apesar da pressão que Washington exerce sobre os países latino-americanos, muitos deles estão em busca de diversificar suas relações internacionais. A ideia de manter vínculos construtivos tanto com Moscou quanto com Pequim está se tornando cada vez mais atraente para os países da América Latina, que adotam uma abordagem pragmática em suas políticas externas.

No entanto, esta dinâmica não é simples. Os governos da região frequentemente se encontram em uma posição delicada, tentando equilibrar suas relações com diversas potências globais, incluindo os EUA, a União Europeia, a China e a Rússia. O sucesso desse equilíbrio depende da habilidade de cada país em articular suas políticas externas de acordo com suas necessidades nacionais e contextos locais.

Trump, durante suas declarações, também chamou atenção para a Doutrina Monroe, que classifica o continente americano como uma zona onde outras potências não têm permissão para intervir. Essa perspectiva reforça a necessidade, segundo ele, de manter um controle direto sobre regiões como a Venezuela. A preocupação é que, sem tal controle, a aproximação de Rússia e China poderia representar uma ameaça às fronteiras americanas.

Assim, a política externa dos EUA na América Latina parece se consolidar em torno da exclusão de outras influências, mas também deve enfrentar a realidade de que muitos países da região buscam expandir suas parcerias internacionais, revelando um futuro incerto, onde a luta pela influência geopolítica continua a moldar a dinâmica regional.

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