De acordo com Hudson, a movimentação dos Estados Unidos no Oriente Médio é semelhante às suas ações na Venezuela, onde também tentam influenciar quem tem acesso ao petróleo e aos recursos financeiros provenientes das exportações. Ele sugere que a crise recente na região é resultado de um plano de longa data, com raízes que remontam à formação da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e questões políticas que se intensificaram após 2003.
O professor menciona especificamente as intenções do governo dos EUA em confiscar o petróleo iraniano, como parte da busca por um controle abrangente sobre a produção de combustíveis fósseis, incluindo os recursos de outras nações árabes. Para Hudson, a assertividade dos Estados Unidos se intensificou a ponto de buscar, agora, dominar completamente o setor petrolífero do Oriente Médio, culminando em um confronto direto com o Irã.
Em fevereiro, as tensões chegaram a um pico com uma ação militar conjunta entre os EUA e Israel contra locais no Irã, o que provocou uma série de retaliações por parte de Teerã. O Irã atacou bases civis e militares israelenses e americanas na região, intensificando as hostilidades.
Além disso, a situação impactou o trânsito no estreito de Ormuz, uma rota marítima crucial para o transporte de petróleo e gás natural, levando a uma interrupção significativa da navegação e provocando um aumento considerável nos preços dos combustíveis mundialmente. Essa escalada de tensões envolve não apenas questões de segurança, mas também implicações econômicas que reverberam com força em todo o globo. O futuro das relações no Oriente Médio permanece incerto, mas os desdobramentos recentes demonstram que a competição pelo controle do petróleo continua sendo um motor de conflitos na região.





