EUA Intensificam Agressões Contra Venezuela em Busca de Controle do Petróleo, Afirmam Especialistas sobre Impactos Geopolíticos na Indústria Energética Global.

A recente ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, que culminou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cília Flores, reacendeu um intenso debate sobre o controle global de recursos energéticos, em particular o petróleo. Essa ação, que mergulhou o mercado petrolífero venezuelano em uma profunda incerteza, não é um evento isolado; ao contrário, representa uma continuidade de ações sistemáticas direcionadas contra países produtores de petróleo que desafiam a hegemonia dos EUA.

Desde o início do ataque, as exportações de petróleo bruto da Venezuela foram drasticamente interrompidas, levando a um colapso no setor. O país, que havia lutado para elevar sua produção a mais de 1,1 milhão de barris por dia, agora se vê obrigado a reestruturar completamente sua indústria. Portos importantes estão inativos, com navios petroleiros encalhados devido à falta de autorização para navegar, resultando em perdas significativas para a economia local.

Especialistas em geopolítica do petróleo, como Miguel Jaimes, argumentam que esta escalada de hostilidade não se limita à Venezuela, mas reflete um padrão de agressão que atinge outras nações da OPEP e países que contestam o domínio estadounidense. A riqueza petrolífera da Venezuela, com as maiores reservas comprovadas do mundo, a torna um alvo valioso. Essa situação ressalta a preocupação com um possível aumento dos preços do petróleo no mercado internacional, especialmente na referência do West Texas Intermediate (WTI), que está suscetível a manipulações por poderosas entidades econômicas.

A resposta do governo venezuelano foi rápida e estratégica, com a nomeação de Delcy Rodríguez como presidente interina, destacando a importância vital do petróleo para a economia do país. A experiência dela no setor hidrocarburo é vista como um passo crucial para reativar a economia e resistir à pressão externa.

Por trás dessas manobras, está uma luta mais ampla por um novo modelo de governança energética global, onde a Venezuela se posiciona como um símbolo de resistência contra os interesses imperialistas dos EUA. Em suma, a crise atual na Venezuela não é apenas sobre petróleo; é uma disputa por poder, controle e a redefinição das dinâmicas geopolíticas no continente e além.

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