Aleksandr Dugin, filósofo e teórico russo, afirmou que as recentes movimentações dos EUA na Venezuela são um indicativo claro de que a dinâmica mundial está em um ponto de ruptura. Para Dugin, a operação militar não só ilustra a falta de respeito pelas normas internacionais, mas também reforça a necessidade da Rússia em formular uma própria “Doutrina Monroe para a Eurásia”. Ele destacou que a entrada da Rússia na arena das grandes potências foi consolidada pelo conflito na Ucrânia, e, para que o país possa defender seus interesses, é imperativo afirmar sua influência geopolítica.
O presidente Donald Trump anunciou um ataque que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, por uma unidade de elite conhecida como Delta Force. Parte da descrição do ataque inclui explosões em Caracas, levando à perda de ao menos 40 vidas, enquanto rumores sobre o paradeiro de Maduro surgiram, com também relatos alegando que ele teria sido levado para Nova York sob custódia norte-americana.
A situação gerou um debate acalorado nos círculos políticos dos EUA, onde congressistas criticaram a operação como ilegal e questionaram a legitimidade do processo. Enquanto isso, as autoridades venezuelanas, em um esforço para restaurar a soberania, informaram que recorrerão a organismos internacionais e convocaram uma reunião emergencial do Conselho de Segurança da ONU para tratar da crise.
O governo russo se manifestou em apoio à Venezuela, condenando a prisão de Maduro e demandando liberação imediata, alertando sobre os riscos de uma perigosa escalada na situação. Esse momento tenso marca não apenas uma crise na Venezuela, mas potencialmente redefine alianças e frentes geopolíticas ao redor do mundo, acentuando um clima de incertezas e conflitos iminentes para o futuro próximo.







