A nova estratégia enfatiza que “a Europa está sob séria ameaça”, mencionando que diversos países da região enfrentam um aumento na radicalização e na violência política, além de servirem como pontos de articulação para ameaças transnacionais. Apesar das preocupações expressas no documento, os EUA reafirmam a importância dos governos europeus como “parceiros fundamentais e duradouros” na luta contra o terrorismo.
Essa abordagem representativa da administração Trump indica uma mudança significativa em relação às diretrizes anteriores, que normalmente se concentravam em ameaças mais convencionais. Agora, fica claro que cartéis de drogas e movimentos extremistas internos, incluindo aqueles que são vistos como antagonistas ao governo americano, receberam especial atenção. O diretor de contraterrorismo da Casa Branca, Sebastian Gorka, declarou que a nova diretriz adota o princípio de que “a América deve ser protegida como pátria”, defendendo uma postura mais agressiva face a ameaças internas e regionais.
Além disso, a administração tem intensificado a vigilância sobre organizações europeias associadas a ações de esquerda consideradas violentas. Em um passo significativo, em 2025, os EUA passaram a integrar quatro redes europeias em sua lista oficial de organizações terroristas.
A nova estratégia ainda reflete preocupações com o combate a cartéis latinos e a contenção de grupos terroristas no Oriente Médio, além da manutenção de controle sobre áreas estratégicas como o estreito de Ormuz. Com essas novas diretrizes, Washington reitera seu compromisso em enfrentar uma gama mais ampla de desafios globais à segurança, sinalizando um ajuste significativo na sua política de segurança internacional.





