Nogueira destacou que a decisão dos EUA de elevar tarifas sobre produtos de vários países europeus, com aumentos podem atingir até 25%, representa uma quebra de acordos que, até então, eram benéficos também para a economia norte-americana. Essa medida, segundo o economista, não apenas fragiliza a posição da própria Europa, mas também coloca os Estados Unidos em uma rota de autossabotagem econômica. Ao refletir sobre o impacto das tarifas, ele citou a famosa frase do presidente chinês Xi Jinping, que alertou que “ninguém ganha em uma guerra tarifária”, ressaltando que tanto as economias dos EUA quanto da Europa podem sair prejudicadas.
Nogueira apontou que a resposta passiva da Europa diante das pressões norte-americanas é um fator preocupante. Em sua avaliação, a postura europeia, que ele descreve como “submissa”, prejudica sua capacidade de se afirmar no cenário global. Ele acrescenta que as tensões já visíveis em 2025 demonstraram uma Europa sem a robustez necessária para se opor a ações unilaterais dos Estados Unidos.
A incerteza quanto à inclusão de novos países na lista de tarifas eleva as preocupações sobre a imprevisibilidade da política externa norte-americana. O economista elaborou que o destino de diferentes nações europeias face às tarifas pode depender de seu alinhamento ou resistência às reivindicações do governo de Washington, particularmente em relação aos interesses na Groenlândia.
Esse panorama, caracterizado pela combinação do unilateralismo americano e a fragilidade europeia, gera um ambiente de incertezas que pode influenciar negativamente a estabilidade econômica global. As tensões crescentes, se não forem abordadas com uma estratégia mais coesa, colocam em risco o futuro das relações comerciais e a reputação da Europa no cenário internacional.






