Com a prisão, que ocorreu em Nova York após uma série de bombardeios em Caracas, Maduro e Cilia enfrentam bens congelados e restrições severas em suas atividades financeiras. O cerco se estreitou ainda mais quando, em 11 de dezembro de 2019, três sobrinhos de Flores foram punidos, conhecidos como os “narco-sobrinhos”, inspirando novas sanções que se alastraram por outros membros da família. Essas sanções foram parte da política de pressionar Maduro implementada pela administração de Donald Trump, que incluiu restrições adicionais impostas em dezembro daquele ano. Esses ataques e sanções aconteceram durante os dois mandatos de Trump (2017-2021).
Contrariamente a esse padrão, o governo do ex-presidente Joe Biden, durante seu mandato, não adicionou novos membros da família à lista de sanções, mesmo mantendo as medidas contra Maduro e sua família. A única exceção foi Carlos Erik Malpica Flores, que após ter sido sancionado inicialmente em 2017, foi liberado em 2022.
Atualmente, Delcy Rodríguez, nova presidente da Venezuela e ex-vice-presidente sob Maduro, também se encontra sob sanção, imposta não apenas pelos EUA, mas também pela União Europeia desde 2018. Trump a destacou como uma importante interlocutora nas negociações bilaterais, sugerindo que ela seria a sucessora natural de Maduro. A partir de seu novo cargo, Rodríguez enfatizou a importância da defesa das riquezas naturais da Venezuela, que possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo.
Trump, em um tom enérgico, advertiu que, caso Rodríguez não correspondesse às expectativas, enfrentaria consequências severas. Em recente carta aberta, porém, Rodríguez optou por um discurso conciliador, expressando disposição para o diálogo e para um relacionamento mais respeitoso com os Estados Unidos.
A situação de Maduro ganhou novos contornos após sua recente audiência em um tribunal nova-iorquino, onde se declarou inocente das acusações de narcoterrorismo, conspiração e lavagem de dinheiro. As medidas de contenção e as consequências dessa ofensiva estiveram acompanhadas de uma divisão de opiniões, gerando protestos tanto a favor quanto contra sua captura na Venezuela. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou críticas contundentes aos bombardeios, considerando-os uma violação grave da soberania venezuelana, sublinhando a tensão geopolítica elevada na região.
