No total, quatro companhias responsáveis pelo transporte de petróleo foram penalizadas: Aries Global Investment LTD, Corniola Limited, Krape Myrtle Co LTD e Winky International Limited. Juntamente a essas ações, quatro navios petroleiros foram incluídos na lista de restrições do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), um braço do Tesouro dos Estados Unidos que regula e implementa sanções.
Em comunicado, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, declarou que essas medidas visam dificultar a capacidade do governo Maduro de lucrar com a exportação de petróleo, ao mesmo tempo em que se acusa o regime de enviar drogas para os Estados Unidos. As declarações reforçam a postura do presidente Trump, que se opõe abertamente ao que considera um regime ilegítimo na Venezuela. “Não permitiremos que o regime de Maduro continue lucrando com a exportação de petróleo enquanto inunda os Estados Unidos com drogas mortais”, afirmou Bessent.
Esse novo anúncio de sanções se dá em um contexto de crescente pressão militar dos EUA na América Latina e no Caribe. Nos últimos meses, uma operação para combater o tráfico de drogas na região foi estabelecida, refletindo uma estratégia mais ampla de confronto ao narcotráfico ligado a governos considerados hostis por Washington.
Nicolás Maduro, figura central nas tensões geopolíticas atuais, é frequentemente acusado de liderar o chamado “cartel de Los Soles”, considerado uma organização terrorista internacional pelos EUA. Recentemente, o presidente venezuelano também foi alvo de acusações de roubo de petróleo proveniente dos Estados Unidos, embora Trump nunca tenha apresentado evidências precisas para respaldar tais alegações.
A situação se intensificou na semana passada, quando Trump anunciou o primeiro ataque militar contra a Venezuela, prometendo ações adicionais. O bombardeio, segundo o presidente, visou um porto na costa venezuelana utilizado para operações de tráfico de drogas. Até o momento, a administração de Maduro não se manifestou sobre este ataque. A escalada dos conflitos e a pressão internacional sobre o regime chavista, sem dúvida, continuarão a moldar as dinâmicas da região nos meses seguintes.
