Na última quinta-feira, o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou a inclusão de novas entidades na lista de sanções, entre elas a Amistur Cuba, uma empresa ligada ao turismo, e a joint venture Minera la Victoria, resultado da parceria entre a cubana Geominera e a australiana Antilles Gold. Com isso, Washington espera colidir com os ativos financeiros da ilha e aumentar as dificuldades econômicas enfrentadas pelo povo cubano.
Em meio a esse cenário, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, manifestou um desejo de que Cuba fosse administrada por Washington após a resolução das questões no Irã. Sua declaração sugere uma perspectiva intervencionista que ressoa com as posturas históricas de atenção a assuntos latinos.
O secretário de Estado, Marco Rubio, alertou que qualquer instituição ou indivíduo que preste serviços às entidades sancionadas também estará sujeito a sanções. Ele enfatizou a intolerância do governo dos EUA a qualquer forma de regime de esquerda na América Latina.
Cuba, por sua vez, reagiu de forma contundente. O presidente Díaz-Canel denunciou as ações como um ataque à soberania do país e um exemplo de agressão imperialista. O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, descreveu as sanções como uma tentativa de intervenção e assegurou que o povo cubano se manterá unido diante das ameaças externas.
A mais recente onda de sanções ocorre em um contexto já complicado: o bloqueio econômico contra Cuba, que perdura há quase sete décadas, foi severamente rigidificado, levando a uma escassez de petróleo e ao agravamento da crise, resultando em apagões frequentes, alta nos preços e dificuldades no transporte público. A situação é considerada por muitos cubanos como a mais crítica até o momento, revelando o impacto direto das políticas externas dos EUA sobre a vida cotidiana na ilha.
