As autoridades americanas reconhecem que, apesar dos desafios, os governos europeus continuam a ser aliados vitais na luta contra o terrorismo. Contudo, a nova estratégia reflete uma mudança clara em direção a uma abordagem mais abrangente. A administração do presidente Donald Trump delineou um escopo que agora inclui não apenas as ameaças externas, mas também cartéis de drogas e grupos extremistas de direita e de esquerda dentro do próprio território dos EUA. Entre esses, foram mencionados grupos identificados como “violentos antiamericanos”, como os associados à Antifa e outros movimentos de extrema esquerda.
Sebastian Gorka, diretor de contraterrorismo da Casa Branca, defendeu essa nova abordagem ao afirmar que “a América deve ser protegida como pátria”. Ele enfatizou a necessidade de uma resposta mais agressiva frente às ameaças que o país enfrenta, seja em seu solo ou nas relações hemisféricas.
Além de focar nas ameaças europeias e internas, o documento destaca a importância de neutralizar cartéis latino-americanos e previne o fortalecimento de grupos terroristas no Oriente Médio. Washington também reafirma sua intenção de controlar áreas estratégicas, como o estreito de Ormuz, ressaltando uma estratégia que considera tanto as novas ameaças quanto a necessidade de resguardar a segurança nacional.
Com essa reavaliação, os EUA não apenas ajustam sua política externa, mas também demarcam um novo paradigma para o enfrentamento do terrorismo, integrando uma perspectiva mais complexa e multifacetada considerando o cenário global contemporâneo.





