EUA identificam atuação de Comando Vermelho e PCC em 12 estados e os incluem na lista de grupos terroristas, ampliando ações de segurança nacional.

Na última sexta-feira, Amanda Roberson, a porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, revelou que os grupos criminosos brasileiros, Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital (PCC), estão operando em pelo menos 12 estados americanos. Essa declaração ocorre em um contexto de crescente preocupação com a presença de organizações criminosas no território norte-americano, embora Roberson não tenha especificado quais estados estão envolvidos.

A revelação se segue a uma decisão do governo do ex-presidente Donald Trump de classificar essas facções na lista de grupos terroristas, uma medida que foi anunciada um dia após a visita do senador Flávio Bolsonaro, um pré-candidato à presidência do Brasil, a Washington, onde intercedeu em favor do governo brasileiro, ressaltando que essa questão é complexa e possui implicações diplomáticas. A inclusão do Comando Vermelho e do PCC na lista de organizações terroristas é um passo significativo, refletindo uma estratégia mais agressiva por parte dos EUA para lidar com o que consideram uma ameaça à segurança nacional.

Roberson destacou que a decisão visa empregar todas as ferramentas disponíveis para proteger os Estados Unidos. Em entrevista a um importante canal televisivo, ela afirmou que as operações desses grupos não estão restritas ao Brasil e revelaram-se extensas, abrangendo atividades como lavagem de dinheiro, contrabando e tráfico de drogas. A porta-voz enfatizou que as sanções impostas terão um impacto substancial sobre essas organizações, com medidas que incluem restrições de vistos e o bloqueio de bens dentro dos EUA.

Desde o início do segundo mandato de Trump, 17 facções e cartéis das Américas foram designados como organizações terroristas. A nova classificação, que começará a ter efeito a partir de 5 de junho, eleva o tema a uma questão de segurança nacional, permitindo um fortalecimento da atuação de agências de inteligência e uma ampliação das ações diplomáticas e financeiras contra esses grupos. Assim, os EUA poderão processar e prender apoiadores desses grupos, proibir a entrada de seus membros e intensificar a cooperação em questões de segurança e inteligência. Além disso, as organizações poderão ter seus ativos congelados, e cidadãos e empresas americanas estarão impedidos de conduzir negócios com essas facções. Essa abordagem mais rigorosa coloca os Estados Unidos em uma posição proativa na luta contra o crime organizado internacional.

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