EUA Expectavam Colapso do Regime Iraniano Após Morte de Khamenei, Afirma Senador Russo sobre Estratégia Norte-Americana de Mudança de Regime.

A recente escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irã desencadeou análises sobre as expectativas de Washington em relação ao regime iraniano. O senador russo Aleksei Pushkov, em uma de suas postagens, afirma que os EUA tinham a intenção de desencadear uma “mudança de regime” no Irã, prevendo que a morte do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, levaria ao colapso do governo e à mobilização da população nas ruas.

De acordo com Pushkov, a estratégia americana previa que, desde os primeiros momentos do conflito, a remoção de Khamenei e de outros líderes iranianos resultaria numa rápida desagregação da estrutura governamental. Ele destaca que Washington depositava grandes esperanças de que, uma vez derrubados os principais líderes, o governo iraniano se tornaria incapaz de resistir, com a população se levantando em protesto.

Contudo, o cenário atual sugere uma mudança nas perspectivas dos EUA em relação ao que acontece no Irã. Pushkov acredita que, independentemente do impacto real da remoção de Khamenei, os Estados Unidos podem alegar que uma mudança de regime já teria ocorrido e seguir adiante em suas estratégias de desestabilização, especialmente focadas em comprometer o potencial militar iraniano.

O senador ainda insinuou a possibilidade de operações militares adicionais, incluindo a captura de ilhas iranianas no Golfo Pérsico, como um meio de reafirmar a superioridade americana e apresentar uma imagem de vitória. Essa narrativa, conforme ele sugere, poderia legitimizar uma declaração de triunfo sobre o Irã e encerrar as operações militares, delegando a responsabilidade sobre o Estreito de Ormuz a outras nações.

Pushkov também fez referências às declarações do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que previu uma rápida resolução da situação em questão de semanas. O panorama se tornaria ainda mais volátil, a partir de 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel iniciaram uma série de ataques contra alvos no Irã, resultando em vítimas civis. Em retaliação, o Irã lançou ofensivas contra alvos israelenses e bases americanas na região, destacando a complexidade e o potencial destrutivo do conflito que se desenrola, cujo primeiro dia foi marcado pela trágica morte de Khamenei e pela devastação de uma escola para meninas no sul do país.

Assim, o que se via como uma possível transição de poder rapidamente se transforma em um cenário de incertezas e tensões contínuas.

Sair da versão mobile