EUA executam homem após quase 50 anos no corredor da morte, intensificando polêmica sobre a pena capital e métodos de execução na Flórida.

Na manhã desta quinta-feira, 30 de abril, os Estados Unidos executaram um homem que aguardava pela condenação no corredor da morte há quase cinco décadas. James Hitchcock, de 70 anos, foi sentenciado à pena capital em 1976 pela brutal agressão sexual e estrangulamento de sua sobrinha de apenas 13 anos, Cynthia “Cindy” Driggers. Hitchcock confessou que cometeu o crime com o intuito de impedir que a jovem revelasse à mãe o que havia acontecido.

Seu caso se arrastou por quase meio século. Durante esse tempo, ele enfrentou quatro julgamentos, realizados em 1977, 1988, 1993 e 1996, todos culminando na mesma condenação. No dia da execução, a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou um último pedido de suspensão, permitindo que o processo fosse levado adiante. A execução ocorreu na Flórida e foi realizada por injeção letal, marcando o sexto caso desse tipo no estado em 2026.

Em uma coletiva de imprensa sobre o evento, Jordan Kirkland, porta-voz do Departamento de Correções da Flórida, informou que Hitchcock teve seu último desejo atendido com uma refeição que incluía frango, salada, sorvete, torta e refrigerante, um rito que muitos condenados pedem antes do fim de suas vidas.

Além da execução de Hitchcock, outro homem, James Broadnax, de 37 anos, também foi executado nesta quinta-feira, no Texas. Broadnax foi condenado pelo roubo e assassinato de dois produtores musicais em 2008, tendo sua pena aplicada também através de injeção letal.

Atualmente, a pena de morte é reconhecida em 27 dos 50 estados americanos. Recentemente, o país introduziu, pela primeira vez, o emprego do pelotão de fuzilamento como método de execução. Essa decisão visa acelerar a aplicação das penas capitais, em um contexto onde a morte por asfixia já havia sido testada em 2024, mas enfrentou severas críticas por parte de organizações de direitos humanos, sendo considerada por muitos como uma forma de tortura. O debate em torno da pena de morte continua em alta, refletindo divisões profundas na sociedade americana.

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