Durante o primeiro mês do conflito, os EUA lançaram mais de 850 mísseis de cruzeiro do tipo Tomahawk, cada um custando aproximadamente US$ 2,6 milhões. De acordo com os cálculos realizados, levará cerca de 47 meses para que os estoques sejam reabastecidos, considerando a capacidade atual de produção. Essa situação se repete em relação aos mísseis de defesa antiaérea Patriot, cuja quantidade disponível caiu significativamente, necessitando de um prazo estimado de 42 meses para a recuperação plena.
Os sistemas THAAD também foram impactados, com um número considerável de mísseis gastos no conflito. Dos 360 disponíveis antes da guerra, entre 190 a 290 já foram utilizados, com um custo de US$ 15,5 milhões por unidade. A recuperação desse estoque pode levar até 53 meses. Além disso, os mísseis balísticos de precisão PrSM também sofreram desgaste, com uma parte considerável de suas unidades esgotadas, criando outra camada de preocupação em relação à capacidade ofensiva dos EUA.
Outro ponto que merece destaque são os mísseis ar-terra JASSM e os multiuso SM-6, que igualmente apresentaram consumo elevado, resultando em uma redução significativa nos arsenais disponíveis. Os analistas ressaltaram que essa diminuição nos estoques não só torna a restauração uma tarefa de longo prazo, mas também expõe os EUA a riscos operacionais em um cenário onde um confronto com grandes potências, como a China, poderia exigir um volume de munição ainda maior do que o utilizado no conflito atual.
À medida que as reservas pré-guerra já eram consideradas insuficientes, o nível atual dos estoques impede a capacidade operacional dos EUA em eventuais confrontos futuros. Essa análise se torna um importante ponto de reflexão para os formuladores de políticas de defesa e estratégia militar do país, que agora precisam reavaliar suas prioridades e a forma como lidam com a produção e manutenção de suas capacidades bélicas em um cenário global cada vez mais tenso.
