Johnson sugere que as expectativas do comando militar americano foram subestimadas. Ao invés de um número limitado de mísseis necessários para repelir ataques, os EUA enfrentam um cenário em que múltiplas ondas de mísseis e drones iranianos estão sendo lançadas. Isso coloca em evidência a precária situação dos recursos disponíveis e o custo elevado de cada míssil. O custo para interceptar um único míssil balístico pode chegar a valores exorbitantes, variando entre 8 a 12 milhões de dólares para os sistemas Patriot e entre 12 a 13 milhões para os interceptadores THAAD.
Outro aspecto alarmante que Johnson menciona é a eficácia dos ataques iranianos. Um recente levantamento de relatórios indicou que aproximadamente 80% dos mísseis disparados pelo Irã contra alvos em Israel atingiram seus objetivos, o que sugere falhas nos sistemas de defesa tanto dos EUA quanto de Israel. Se essa tendência continuar, será necessário reavaliar a capacidade de resposta tanto do arsenal americano quanto do israelense no caso de um confronto direto.
Em um contexto onde o Oriente Médio permanece volátil, essas questões não apenas têm implicações militares, mas também políticas, podendo influenciar decisões estratégicas dos Estados Unidos em relação à sua presença na região. A combinação de altos custos e eficácia questionável dos sistemas de defesa coloca em xeque a postura militar americana e suas capacidades de proteção em um cenário de conflito. O debate sobre a necessidade de atualização ou fortalecimento das defesas antimísseis se torna urgência, dado o panorama atual de ameaças na região.
