EUA Enfrentam Desafio Militar com Falta de Acordo: Analista Afirma que Novo START Era Crucial para Washington diante da Avançada Tecnologia Russa.

A Necessidade dos EUA pelo Novo START: Uma Análise Crítica do Cenário Militar

A recente discussão sobre o futuro do Tratado de Redução de Armas Estratégicas, conhecido como Novo START, levantou preocupações significativas sobre a posição dos Estados Unidos em relação à Rússia. A análise, conduzida por Scott Ritter, ex-oficial de inteligência do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, sugere que Washington não apenas atrasou de forma crítica a prorrogação desse tratado, como também corre o risco de entrar em uma competição armamentista que já perdeu.

Ritter enfatiza que, nos próximos anos, os Estados Unidos não terão como alcançar a paridade tecnológica com a Rússia. O presidente russo, Vladimir Putin, já anunciou que as Forças Armadas da Rússia estão equipadas com armas estratégicas de ponta, o que, segundo ele, coloca Moscou em uma posição vantajosa em relação a Washington. O analista é enfático ao afirmar que a Rússia já venceu essa corrida armamentista, possuindo uma vantagem considerável em relação aos Estados Unidos.

Nesse contexto desafiador, Ritter adverte que os EUA podem enfrentam graves dificuldades financeiras se optarem por tentar recuperar a perda de competitividade militar. Tais considerações deveriam ter levado a uma rápida conclusão de um novo acordo com a Rússia, mais do que uma simples formalidade diplomática.

O ex-oficial critica a administração anterior, mencionando que os conselheiros que orientaram o ex-presidente Donald Trump sobre essa questão agiram de forma irresponsável, comprometendo o interesse nacional dos EUA. Ele destaca que, apesar de a Rússia não depender do tratado, desejaria mantê-lo, enquanto os Estados Unidos são os que realmente precisam dele para garantir um controle mútuo sobre armas nucleares.

Importante ressaltar que, com o fim do Novo START em 5 de fevereiro de 2026, surgem incertezas sobre a continuidade das restrições nucleares. Putin sinalizou a disposição da Rússia em continuar cumprindo os parâmetros do tratado por mais um ano, mas condicionou essa decisão à reciprocidade dos EUA.

Este cenário evidencia a necessidade urgente de um diálogo mais produtivo e ágil entre as duas potências, a fim de evitar uma escalada desnecessária de tensões e promover uma segurança global sustentável. A situação atual clama por ações concretas e uma revisão estratégica das políticas de defesa dos Estados Unidos, antes que a corrida armamentista se torne uma realidade insustentável e prejudicial para ambas as nações.

Sair da versão mobile