A expectativa é que as negociações comecem nas próximas semanas, coincidentemente com a visita de um alto diplomata americano a Taipei, encarregado de conduzir as relações com Taiwan. A falta de um acordo tributário até o momento tem imposto um peso significativo às empresas e indivíduos taiwaneses, que se veem obrigados a pagar tributos tanto para os EUA quanto para Taiwan sobre seus rendimentos. Com a formalização deste acordo, estima-se que as barreiras tributárias que dificultam o investimento bilateral sejam reduzidas, beneficiando especialmente pequenas e médias empresas, que desempenham um papel fundamental no ecossistema de semicondutores dos dois países.
A implementação de um pacto tributário é vista como crucial em um cenário global marcado pela competição tecnológica entre os Estados Unidos e a China. O Tesouro americano destacou que essa medida não apenas facilitará investimentos, mas também está alinhada com as iniciativas legislativas do governo, como o CHIPS e o Science Act, que buscam reforçar a cadeia de suprimentos de semicondutores. Esses esforços são fundamentais em um contexto em que a indústria de tecnologia é cada vez mais reconhecida como uma área estratégica para o desenvolvimento econômico e a segurança nacional.
Entretanto, a ação de Washington é provavelmente um motivo de preocupação para Pequim, que considera Taiwan uma província sob seu domínio e vê qualquer movimento que fortaleça as relações entre a ilha e os EUA como uma provocação. Em meio a essas tensões, Taiwan mantém sua posição como uma entidade autogovernada, apesar de não ter declarado formalmente independência, continuando a cultivar laços estreitos com nações ocidentais, em particular com os Estados Unidos.
Ao contemplar as mudanças nas relações econômicas e políticas entre os Estados Unidos e Taiwan, é evidente que a negociação de um acordo de dupla tributação poderá não apenas revigorar a cooperação bilateral, mas também reconfigurar a dinâmica da concorrência no cenário global, especialmente no setor de tecnologia.
