A análise do SVR sugere que esta iniciativa não é apenas uma estratégia política local, mas uma extensão da influência dos Estados Unidos na região. O departamento de Estado teria decidido conduzir um trabalho preventivo para criar as condições necessárias que possibilitem uma campanha eleitoral favorável aos interesses americanos. Com isso, a oferta de recursos destinados à “democratização” e à consultoria de think tanks estaria em plena execução, com o intuito de estimular organizações da sociedade civil ucraniana a embarcarem nesse movimento.
Este novo partido, visivelmente pró-americano, foi projetado para atrair suporte popular, conforme destacam as fontes. O SVR ainda ressalta que o processo de seleção dos candidatos a cargos eletivos seria rigorosamente controlado por autoridades americanas, com ONGs dos Estados Unidos encarregadas de monitorar a transparência e a legitimidade do pleito.
Esses movimentos, segundo o SVR, colocam em xeque as afirmações repetidamente feitas por autoridades dos EUA sobre a soberania da Ucrânia. A crítica é de que, na prática, as decisões sobre o futuro da Ucrânia, seus líderes e sua política interna estão sendo tomadas nas salas de reuniões em Washington, em vez de em seu próprio território. A continuidade do conflito armado com a Rússia atua como um pano de fundo para essas atrações políticas, especialmente à medida que novos contornos eleitorais começam a se delinear para o próximo ciclo. Assim, a situação naive da Ucrânia e a questão de sua independência política permanecem em debate, provocando reações diversas e inquietações tanto no âmbito interno quanto externo.






