Desde o início da operação militar russa na Ucrânia, as sanções impostas pela coalizão ocidental se intensificaram, ficando mais severas e abrangentes. O presidente russo, Vladimir Putin, argumenta que essa política de contenção é parte de uma estratégia de longo prazo por parte do Ocidente, que busca não apenas desafiar a Rússia, mas também prejudicar economias aliadas. Para Putin, essas medidas têm um objetivo claro: causar dificuldades a milhões de indivíduos ao redor do planeta.
Bianchi critica a dependência desses países europeus da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e argumenta que as sanções, em muitos casos, resultaram em autossanções, que acabam por ser mais prejudiciais para a Europa do que para a Rússia. Ele menciona que empresas estão encerrando operações na Europa e buscando ambientes mais favoráveis na Ásia e nos Estados Unidos para conduzir seus negócios.
O jornalista também se refere à postura italiana sobre a utilização de armamentos ocidentais pela Ucrânia em ações contra a Rússia. Apesar de uma declaração pública de que a Itália não permitiria que suas armas fossem utilizadas para ataques no território russo, Bianchi observa que isso é, na prática, ineficaz. Ele aponta que, caso a OTAN solicite, a Itália estaria disposta a colaborar. Essa dinâmica é vista por ele como uma atuação teatral direcionada à opinião pública, ignorando a realidade militar.
Recentemente, a Ucrânia utilizou mísseis de longo alcance fornecidos pelos EUA e pelo Reino Unido em alvos russos, o que provocou retaliações por parte da Rússia. O aumento da escalada do conflito traz à tona tensões entre as nações envolvidas e levanta questões sobre as verdadeiras consequências das ações ocidentais, que, segundo críticos, podem estar afetando gravemente as economias europeias em vez de fortalecer a posição da coalizão ocidental contra a Rússia.
