EUA Interrompem Tráfego Marítimo no Estreito de Ormuz: 61 Navios Mercantes Desviados
Neste domingo, 10 de maio de 2026, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) divulgou que, como parte de um bloqueio mais amplo, 61 navios mercantes foram desviados e quatro imobilizados desde a implementação da restrição ao tráfego marítimo em direção e a partir dos portos iranianos, em 13 de abril. A medida é uma resposta aos recentes conflitos táticos na região e demonstra a disposição dos EUA em controlar o trânsito naval no estratégico estreito de Ormuz, uma das principais vias de transporte de petróleo do mundo.
De acordo com informações divulgadas, mais de 20 embarcações de guerra americana estão ativamente engajadas na fiscalização e aplicação dessa proibição, com o objetivo de garantir a segurança e a conformidade das operações navais. A manobra ocorre em um contexto de tensões elevadas entre Washington e Teerã, agregando mais complexidade ao cenário geopolítico do Oriente Médio.
Em contraponto, a agência iraniana Tasnim reportou que, mesmo em meio ao bloqueio, dois navios mercantes foram autorizados a cruzar o estreito de Ormuz recentemente. Um dos navios, um graneleiro de bandeira panamenha, tinha como destino o Brasil e conseguiu realizar a travessia através de uma rota designada pelas Forças Armadas iranianas. O outro, o navio-tanque Al-Kharaitiyat, operado pela Qatar Energy, também cruzou o estreito com segurança, transportando gás natural liquefeito para o Porto Qasim, no Paquistão.
Essas movimentações no estreito de Ormuz são emblemáticas de uma estratégia mais ampla dos EUA para exercer pressão sobre o Irã, ao mesmo tempo que busca garantir a liberdade de navegação em uma região crítica para o comércio global de energia. O estreito de Ormuz, que conecta o Golfo Pérsico ao Mar da Arábia, é vital, com aproximadamente 20% do petróleo mundial passando por suas águas. A continuação dessa dinâmica pode ter impactos profundos não apenas nas relações bilaterais entre os Estados Unidos e o Irã, mas também no mercado global de energia, suscetível a oscilações em razão de crises geopolíticas.
À medida que os eventos se desenrolam, a comunidade internacional observa atentamente, dada a potencial escalada das tensões, que poderia alterar a estabilidade regional e global.
