EUA Desativam Navio Irlandês e Reforçam Bloqueio Naval no Golfo de Omã, Ignorando Anúncios de Suspensão por Trump.

Na última sexta-feira, 29 de maio de 2026, os Estados Unidos desativaram o cargueiro M/V Lian Star no Golfo de Omã, após a embarcação tentar se dirigir a um porto iraniano, desrespeitando o bloqueio naval imposto por Washington. A operação foi realizada pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM), que informou que o navio recebeu mais de 20 advertências antes de ser interceptado. Sem resposta da tripulação, uma aeronave americana disparou um míssil Hellfire, atingindo a casa de máquinas do cargueiro e inutilizando seu motor.

Esse incidente reflete a intenção dos EUA de manter uma postura firme contra o Irã, mesmo após a declaração do presidente Donald Trump de que o bloqueio seria suspenso. No dia anterior à operação, Trump havia publicado em suas redes sociais que os navios com dificuldades no estreito poderiam começar a “voltar para casa”, gerando expectativa de uma flexibilização das restrições marítimas. Contudo, a ação militar contradiz essas afirmações, demonstrando a continuidade das hostilidades na região.

O CENTCOM confirmou que a operação se insere dentro dos esforços para garantir que o bloqueio permaneça efetivo durante um cessar-fogo vigente. Até o momento, cinco embarcações foram desativadas e 116 redirecionadas em conformidade com as regras estabelecidas por Washington. Apesar da trégua, a tensão no Golfo Pérsico e no Mar Arábico persiste, principalmente em virtude das exigências do Irã, que condiciona qualquer acordo ao fim do bloqueio, à remoção de sanções e à liberação de ativos congelados.

Marinheiros iranianos relataram que, nos dias subsequentes à mensagem de Trump, navios que tentaram contornar as restrições foram forçados a recuar por embarcações militares dos EUA, reforçando a complexidade do cenário geopolítico. As negociações entre os dois países continuam envoltas em incertezas, e embora Trump tenha afirmado em maio que um acordo estava próximo, a ameaça de um possível retorno ao conflito ainda paira sobre a situação.

Assim, o episódio coloca em evidência a fragilidade do cessar-fogo e a contínua instabilidade na região, com ações militares se entrelaçando a declarações diplomáticas que, na prática, parecem pouco efetivas até o momento.

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