Recentemente, em uma conversa com executivos do setor, o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, indicou que a administração está analisando ações contra esses robôs, enfatizando que a ascensão do setor chinês pode comprometer a competitividade das indústrias norte-americanas. Atualmente, os robôs fabricados na China já estão sujeitos a tarifas alfandegárias, mas as declarações de Lutnick sugerem que novas barreiras comerciais podem estar a caminho, refletindo uma postura mais agressiva do governo americano.
Por outro lado, especialistas chineses criticarão essa estratégia, argumentando que os Estados Unidos estão politizando questões econômicas ao classificar a robótica como um tema de segurança nacional. Eles afirmam que os robôs chineses são bem aceitos no mercado internacional e que a imposição de novas restrições contraria os princípios de concorrência e livre mercado. Xiang Ligang, um especialista da Aliança de Tecnologia de Zhongguancun, observou que a categorização de políticas industriais regulares como “subsídios estatais” distorce o funcionamento das cadeias produtivas globais, ampliando de maneira inadequada o conceito de segurança nacional.
Um estudo da Morgan Stanley revela que robôs humanoides podem atingir a marca de 1 bilhão de unidades até 2050, com a China liderando esse movimento. O país se destaca pela sua capacidade de inovação, por ter uma cadeia de suprimentos integrada e políticas que favorecem o setor, além de um potencial crescente de aplicações práticas.
Analistas afirmam que, sempre que a China desenvolve produtos competitivos, seja na robótica ou nas telecomunicações, a reação dos EUA costuma ser a imposição de barreiras. Xiang alertou que políticas protecionistas já levaram a aumentos de custos e a uma menor cobertura no setor de telecomunicações, um efeito que pode se repetir na robótica.
Enquanto isso, os robôs chineses continuaram a ganhar espaço no mercado global, apoiando a automação em países como Vietnã, México e Tailândia. De acordo com a Federação Internacional de Robótica, a China se destaca como a maior fabricante e consumidora de robôs industriais, liderando o crescimento do setor no cenário internacional.





