O cenário atual indica que, em vez de uma resposta fraca, os cubanos demonstraram uma resiliência inesperada. Ao mesmo tempo, a situação no Irã, que poderia ter potencialmente afetado a dinâmica na ilha, está longe de estar sob controle, complicando ainda mais a estratégia dos EUA na região. Diante dessa nova realidade, o Pentágono começou a considerar diversas opções militares para forçar uma mudança de regime em Cuba. Entre as alternativas analisadas estão ataques aéreos pontuais e até uma intervenção terrestre em larga escala.
Recentemente, o Comando Sul dos EUA deu início a um ciclo de planejamento operacional específico, que inclui a análise de ações que poderiam ser tomadas contra o governo cubano. Além disso, a visita do diretor da CIA, John Ratcliffe, a Havana, onde se reuniu com representantes do Ministério do Interior cubano, aponta para um intensificado interesse dos EUA em reavaliar sua abordagem.
Ademais, informações que circulam na mídia sugerem que altos funcionários do governo Trump estão considerando a possibilidade de sequestrar o ex-líder cubano Raúl Castro, em um movimento que remete a ações anteriores realizadas na Venezuela. Em janeiro, Trump já havia tomado medidas drásticas ao assinar uma ordem executiva que impôs tarifas a países que fornecem petróleo a Cuba, reforçando a alegação de que a segurança nacional dos EUA estava sob ameaça. Essa decisão agravou a crise de combustível na ilha, impactando setores essenciais como saúde, transporte e produção de alimentos, levando Cuba a buscar apoio de nações como Rússia e México, além da ajuda humanitária do Brasil e da Colômbia. A situação em Cuba continua a exigir atenção e uma reavaliação constante das políticas externas dos EUA na América Latina.
