EUA classificam PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, e Flávio Bolsonaro celebra decisão após encontro com Trump. Um passo importante na segurança pública?

Na manhã desta quinta-feira, o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, fez uma declaração contundente sobre a recente decisão dos Estados Unidos de designar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. O anúncio foi formalizado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, apenas um dia após Flávio se reunir com um senador americano e, em um encontro anterior, ter dialogado com o ex-presidente Donald Trump.

Em suas redes sociais, Flávio expressou sua satisfação com a nova classificação, afirmando que se trata de um “grande dia”. O Departamento de Estado dos EUA oficializou o status de “Terroristas Globais Especialmente Designados” (SDGTs) para essas facções criminosas, com a intenção de promovê-las em 5 de junho de 2026 à categoria de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs).

A comunicação do Departamento de Estado destacou a brutalidade destas organizações, que não apenas dominam o cenário do crime no Brasil, mas também estendem suas atividades ilícitas além das fronteiras nacionais, impactando a segurança regional e até a dos Estados Unidos. O governo Trump reafirmou seu compromisso em proteger os interesses de segurança nacional, combatendo o tráfico de drogas e os recursos que sustentam os narcoterroristas.

Durante a coletiva após seu encontro com Trump, Flávio Bolsonaro revelou que fez um apelo direto ao ex-presidente para que tal classificação fosse implementada. Ele contrastou essa abordagem com a de seu opositor, Luiz Inácio Lula da Silva, que, segundo ele, buscou relações com traficantes, enquanto sua missão foi precisamente o oposto.

Flávio enfatizou que o PCC e o Comando Vermelho se destacam não apenas pela violência, mas também pela corrupção de autoridades e pela coordenação de atentados; ações que, segundo ele, não devem ser reduzidas a uma mera descrição de gangues, mas qualificadas como ato terrorista.

Nos bastidores políticos, a equipe de Flávio avalia a decisão americana como um marco político considerável, principalmente pela sincronia com seus encontros com figuras proeminentes da política americana, em um momento em que seu partido, o PL, enfrenta desafios internos. Além disso, a narrativa em torno da segurança pública, cada vez mais prevalente em sua campanha, deverá ser intensificada com este novo desenvolvimento, reforçando sua conexão com a retórica de endurecimento contra o crime e seu alinhamento com o trumpismo.

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