Em um documento assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o Itamaraty enfatiza que essa nova classificação pode ter repercussões significativas em diversas áreas que afetam a vida dos cidadãos brasileiros, incluindo economia, imigração e até questões legais. Vieira destacou que, apesar de a Casa Branca não ter avisado oficialmente o Brasil acerca dessa categorização, a ausência de comunicação impede que o país tome as devidas ações diplomáticas.
O ministro também ressaltou que o governo brasileiro tem manifestado publicamente sua oposição a essa designação norte-americana. Vieira argumentou que tal classificação não traz benefícios concretos para o combate ao crime organizado e que o Brasil busca reforçar o diálogo bilateral com os Estados Unidos, visando uma cooperação que respeite a soberania nacional e o estado de direito.
O secretário Marco Rubio, ao divulgar a decisão, classificou as organizações como as mais violentas do Brasil, afirmando que sua influência também atinge o território americano. Ele mencionou que os EUA utilizariam todos os recursos disponíveis para proteger seus interesses de segurança nacional e combater o financiamento de atividades associadas ao narcoterrorismo.
Esse cenário, gerador de preocupação para os governantes brasileiros, pode culminar em medidas unilaterais e extraterritoriais por parte dos EUA, levando até mesmo a uma eventual ação militar em solo brasileiro. Esse contexto delicado expõe a fragilidade das relações diplomáticas na área de segurança e ressalta a necessidade de um diálogo mais robusto e respeitoso entre os dois países.
