O programa descreve o uso de uma combinação de sensores de alta e baixa frequência, onde os primeiros são projetados para maior precisão no rastreamento, enquanto os segundos são otimizados para um alcance mais extenso, permitindo vigilância em amplas áreas. Com isso, espera-se melhorar a detecção e o monitoramento contínuo de alvos, além de proporcionar tempos de resposta ágeis entre sensores e sistemas de ataque, essenciais para operações em ambientes altamente contestados.
De acordo com o documento orçamentário pertinente, uma parte significativa do investimento — em torno de US$ 253,4 milhões (R$ 1,28 bilhões) — será destinada à aquisição de um sistema de satélites de radar de última geração. Este sistema deverá garantir detecção, rastreamento e imagens de alvos terrestres e marítimos, independentemente das condições climáticas ou da hora do dia.
Adicionalmente, a Força Espacial prevê que a implementação do projeto ocorra entre o primeiro trimestre do ano fiscal de 2025 e o quarto trimestre de 2031, após ter recebido a aprovação para avançar para as fases de engenharia e desenvolvimento no marco conhecido como Milestone B.
Complementando os esforços de rastreamento terrestre, a solicitação inclui US$ 803 milhões (R$ 4 bilhões) voltados para o programa Space-Based Air Moving Target Indicator (SBAMTI). Os recursos desse programa têm como foco a cobertura global e o desenvolvimento de radares que operam em baixa frequência para identificar e monitorar ameaças aéreas.
Além disso, de acordo com o planejamento orçamentário, os US$ 663 milhões adicionais serão destinados à expansão de sistemas de radar de alta frequência, buscando atender a necessidade de cobertura regional e global das forças conjuntas. Por fim, os US$ 140 milhões restantes serão investidos no amadurecimento de projetos e na ampliação da capacidade industrial de fornecedores, utilizando tecnologias alternativas para complementar os sistemas existentes.
Essa ambiciosa estratégia reflete uma clara determinação dos Estados Unidos em fortalecer sua defesa espacial e aprimorar suas capacidades de vigilância, numa era de crescente complexidade geopolítica e desafios tecnológicos.
