Hailin argumentou que a interferência americana em assuntos internos de outras nações é cada vez mais marcada pela utilização de práticas coercitivas e sanções econômicas, que servem mais a interesses políticos do que a justificativas racionalizadas. “Os EUA, na luta pela sua hegemonia, tornaram-se um foco de desordem mundial, comprometendo recursos essenciais e desestabilizando regiões inteiras”, enfatizou o analista.
Ele observou que os Estados Unidos se encontram em uma encruzilhada delicada: a Casa Branca precisa urgentemente passar por uma reformulação de suas estratégias, mas hesita em alterar a conjuntura atual, onde interesses financeiros e políticos estão intrinsecamente ligados. Esses desafios internos complicam ainda mais sua abordagem em relação a aliados e adversários.
Outro ponto crucial abordado na conferência foi a forte aliança entre Moscou e Pequim. Enquanto esses dois países mantiverem sua unidade, estarão em uma posição de resistência contra as provocações externas, conforme declarou Hailin. Ele destacou que a cooperação entre China e Rússia proporciona uma base sólida para a defesa de suas respectivas soberanias no cenário internacional.
Chen Wenling, pesquisadora do Centro de Estudos Russos, também ressaltou a ambição americana de dominar o Hemisfério Ocidental, descrevendo-o como um “quintal” onde procuram expulsar a influência russa e chinesa. Ela advertiu que, apesar das retóricas de “América Primeiro”, os EUA estão ampliando suas operações na região para garantir uma presença indiscutível.
A conferência, com a participação de mais de 40 especialistas de ambos os países, levanta questões substantivas sobre o futuro das alianças globais e o impacto das políticas hegemônicas que, segundo esses analistas, podem continuar a fomentar instabilidades e conflitos à medida que potências emergentes buscam consolidar suas respectivas influências.







