EUA autorizam venda de mais de US$ 8,6 bilhões em armamentos para aliados do Oriente Médio, incluindo Israel e Emirados Árabes Unidos.

Na sexta-feira, 1º de setembro, o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou a aprovação de um pacote robusto de vendas militares que ultrapassa a marca de US$ 8,6 bilhões (cerca de R$ 43 bilhões) para seus aliados no Oriente Médio. A lista de beneficiados inclui importantes parceiros estratégicos, como Israel, Catar, Kuwait e Emirados Árabes Unidos.

Entre as transações destacadas, o Catar se destaca com a aquisição de serviços de reabastecimento para seu sistema de defesa aérea e antimíssil Patriot, um investimento que soma aproximadamente US$ 4,01 bilhões (R$ 20 bilhões). Este pacote inclui ainda a compra de Sistemas Avançados de Armas de Precisão (APKWS), avaliados em cerca de US$ 992,4 milhões (R$ 4,9 bilhões). Paralelamente, os Emirados Árabes Unidos estão na linha de compra desses mesmos sistemas, com um investimento projetado de aproximadamente US$ 147,6 milhões (R$ 734 milhões).

O Kuwait também se beneficiará desse pacote, recebendo a aprovação para a aquisição de um sistema integrado de comando de batalha, uma compra que se encontra na faixa de US$ 2,5 bilhões. Os laços de segurança entre os EUA e Israel permanecem intactos, com este último recebendo a mesma quantidade de Sistemas Avançados de Armas de Precisão que o Catar – aproximadamente US$ 992,4 milhões.

O Departamento de Estado enfatiza que a BAE Systems será a principal responsável pela fornecedora dos APKWS para os três países do Golfo. Além disso, gigantes da indústria de defesa, como a RTX e a Lockheed Martin, foram escolhidas para liderar o fornecimento do sistema integrado de comando de batalha ao Kuwait e para garantir a reposição do sistema Patriot ao Catar. A Northrop Grumman também desempenhará um papel vital neste complexo arranjo de fornecimento, especialmente em relação aos contratos do Kuwait.

Esse movimento não deve ser visto apenas como uma estratégia de venda, mas como um fortalecimento das relações diplomáticas e de segurança dos Estados Unidos com seus aliados na região, sinalizando um compromisso contínuo em um contexto geopolítico cada vez mais desafiador.

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