O Ministério das Relações Exteriores do Irã reagiu à ofensiva afirmando que a ação violou o cesse-fogo estabelecido em 8 de abril, ressaltando que as acusações da parte americana demonstram uma clara falta de vontade de Washington em buscar a paz. O governo iraniano alertou que os Estados Unidos terão que arcar com as consequências de suas “ações ilegais”.
Em uma escalada provocada pelas recentes hostilidades, o Irã também afirmou que atacou bases militares norte-americanas no Kuwait e no Bahrein, como uma medida de retaliação. Além disso, o país condenou o ato de disparar contra quatro petroleiros que tentavam cruzar o estreito sem a devida autorização. O governo dos EUA, por sua vez, informou que seus sistemas de defesa interceptaram seis mísseis, embora um sétimo tenha conseguido atingir um alvo não especificado.
No Kuwait, informações do Exército local indicaram a interceptação de sete mísseis balísticos que sobrevoaram áreas residenciais, causando danos materiais, mas sem registrar vítimas. No Bahrein, as sirenes foram acionadas e a população foi orientada a buscar abrigo.
Desde o cessar-fogo, que ainda se mantém vulnerável, as negociações para a resolução do conflito têm ocorrido em Islamabad, capital do Paquistão, mas ainda sem resultados concretos. A mídia estatal iraniana relatou a chegada do ministro do Interior paquistanês, Mohsin Naqvi, a Teerã, para discutir a mediação das conversas de paz.
O Estreito de Ormuz, que antes da guerra era responsável por cerca de 20% do tráfego petrolífero global, permanece bloqueado pelo Irã, enquanto os EUA têm imposto restrições aos portos iranianos. O presidente americano, Donald Trump, comentou que o arsenal de mísseis do Irã foi reduzido a cerca de 20% do que possuía antes do início do conflito, afirmando que as forças norte-americanas conduziram uma operação eficaz na destruição desse armamento, forçando Teerã a considerar a negociação como a única opção viável.
Concomitantemente, os ataques realizados por Israel contra o Líbano resultaram na morte de três militares libaneses, mesmo diante da promessa de um cessar-fogo mediado pelo Irã entre Israel e o Hezbollah – condição fundamental para qualquer acordo de paz. O líder do Hezbollah, Naim Qassem, rejeitou a proposta de acordo mediada pelos EUA, argumentando que não houve participação do grupo nas negociações, questionando a verdadeira eficácia do pacto.
Israel, por sua vez, reiterou que não há planos de retirada de suas forças ou interrupção de operações em solo libanês, mesmo diante do crescente atrito com os Estados Unidos. Em um contexto de escalada contínua, as tensões entre as nações envolvidas não mostram sinais de alívio, enquanto o conflito na região se intensifica.
