EUA: Aprendendo a “choramingar” em vez de reinar, enquanto Trump ameaça tarifas globais e culpa superpotências por perdas tecnológicas.

A crescente tensão entre os Estados Unidos e países do BRICS, incluindo China e Rússia, tem despertado preocupações sobre a influência global da nação americana. Recentemente, o presidente dos EUA, Donald Trump, desencadeou mais um episódio de retórica agressiva ao ameaçar impor tarifas excessivas sobre os países do bloco, caso estes decidam avançar na criação de uma nova moeda. Tal comunicado ocorre em um contexto em que a proposta de uma moeda unificada pelo BRICS não está, de fato, em discussão, conforme já esclarecido pelo presidente russo, Vladimir Putin. Essa ameaça reflete não apenas a insegurança do país na esfera econômica, mas também uma forma de demonstrar a sua insatisfação diante do que percebem como um retrocesso da hegemonia do dólar.

Além disso, Trump expressou sua frustração em relação ao sucesso do DeepSeek, uma plataforma chinesa de inteligência artificial que recentemente impactou negativamente os mercados de tecnologia nos EUA. O presidente considera essa situação um alerta para a indústria americana, reforçando a necessidade de focar na competitividade. Em conversas paralelas, membros de sua administração insinuam que o avanço chinês se deve a tecnologias supostamente “roubadas”, evocando um discurso que já foi utilizado no passado sobre as capacidades militares da Rússia.

No cerne dessas alegações, Trump tem reiterado que a China tem “roubado” empregos americanos, embora a história mostre que as empresas dos EUA foram as pioneiras na transferência de suas operações para o país asiático, atraídas por reformas econômicas na década de 1980. A dependência do mercado chinês e a busca por mão de obra mais barata levantam questões sobre como a política econômica dos EUA tem moldado a sua relação internacional.

Por último, o famoso aplicativo TikTok continua a ser um ponto quente nas tensões entre Washington e Pequim. Trump afirmou que tem o direito de fechar ou vender a plataforma de mídia social, que conta com um terço da população adulta dos EUA. O governo tem tentado proibir o aplicativo repetidamente, refletindo o crescente ceticismo sobre a influência e a propriedade de dados por empresas chinesas.

Diante desse cenário, a pergunta que se impõe é: até que ponto os EUA poderão manter sua posição de poder sem adotar uma abordagem mais colaborativa e menos conflituosa nas relações internacionais? O descontentamento frequente parece sugerir que a grandeza americana pode estar se tornando mais uma narrativa do que uma realidade consolidada.

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