Durante o encontro com Yellen, um dos temas centrais foi a dívida acumulada pelos países pobres, uma questão que ganhou destaque na agenda da presidência brasileira no G20. “A questão da dívida está na ordem do dia”, afirmou Haddad, sublinhando a relevância e urgência de se encontrar soluções para essa problemática. Ele destacou que os países em desenvolvimento estão enfrentando graves dificuldades devido à escassez de financiamentos acessíveis. “Os países de baixa renda estão sofrendo enormemente com a escassez de financiamento barato. Não há mais financiamento barato e [sofrem] mesmo para renegociar as dívidas contraídas quando os juros estavam muito mais baixos”, revelou.
A reunião também abordou os esforços do Brasil no cenário internacional para mitigar essas dificuldades. Haddad mencionou que foram feitos uma série de apontamentos ao Fundo Monetário Internacional (FMI) com o intuito de obter apoio para reestruturar essas dívidas. O ministro informou que o governo brasileiro está aguardando um posicionamento do FMI sobre as propostas apresentadas.
Essa colaboração entre Brasil e Estados Unidos é vista como um passo positivo rumo à estabilização econômica dos países mais pobres, que frequentemente enfrentam desafios financeiros exacerbados por altas taxas de juros e falta de opções de crédito acessível. A postura dos EUA de apoiar as propostas brasileiras demonstra um alinhamento estratégico no combate a essas crises, fortalecendo os laços de parceria entre as duas nações em prol de um sistema financeiro internacional mais justo e equilibrado.
Em resumo, a reunião entre Fernando Haddad e Janet Yellen marca um avanço significativo na cooperação para ajudar países de baixa renda a superarem suas crises financeiras. A expectativa agora recai sobre as respostas do FMI e os subsequentes passos a serem dados na implementação dessas iniciativas, que prometem proporcionar um alívio econômico significativo para as nações mais vulneráveis do globo.





