As tarifas em questão têm como objetivo substituir as taxas temporárias de 10% que foram impostas pelo ex-presidente Donald Trump após uma decisão da Suprema Corte que desmantelou as sobretaxas anteriores. Greer enfatizou que os EUA têm leis rigorosas que proíbem o comércio de produtos oriundos de trabalho forçado, uma disposição que, segundo ele, não é replicada na maioria dos outros países. A expectativa é que ações concretas sejam anunciadas em breve.
Em fevereiro, a Suprema Corte dos EUA reformulou as tarifas de Trump, alegando que suas justificativas legais eram inconstitucionais. No entanto, a decisão não abarcou tarifas setoriais dirigidas a setores como automobilístico, siderúrgico, alumínio e cobre. Revoltado com a situação, Trump lançou novas tarifas amparadas por uma lei que lhe permitia aplicar sobretaxas por um período limitado.
O USTR está atualmente conduzindo uma série de investigações que podem resultar na implementação permanente de novas tarifas. No início de junho, Greer indicou que uma tarifa de 12,5% seria imposta a cerca de 45 nações, incluindo o Brasil, que é acusado de importar produtos obtidos com trabalho forçado. O governo brasileiro, por sua vez, respondeu apresentando leis que combatem o trabalho escravo e destacando seus compromissos internacionais contra essa prática.
Para os países que têm medidas anti-trabalho forçado, mas cuja fiscalização é considerada deficiente pelos Estados Unidos, como Canadá, Equador e União Europeia, uma tarifa reduzida de 10% está em análise. O mesmo se aplica ao Reino Unido, que possui uma proibição parcial da prática.
Recentemente, o Brasil enfrentou uma nova tarifa de 25% sobre uma série de produtos, uma penalização que Washington justificou afirmando que as políticas brasileiras têm prejudicado o comércio bilateral. Greer ainda se referiu a represálias canadenses como um fator que influenciou essas novas tarifas.
Em resumo, a política comercial dos EUA está passando por uma reformulação que pode impactar diretamente as relações com diversos países, exacerbando as tensões em um cenário econômico global já complicado.
