O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do PSD, expressou suas preocupações nas redes sociais, enfatizando que a sobretaxa pode resultar no fechamento de empresas, aumento do desemprego e endividamento de produtores. Caiado culpou a polarização política, afirmando que “setores inteiros podem quebrar” devido ao aumento das tarifas. Utilizando um tom alarmante, ele destacou que uma elevação de 25% nas tarifas – que poderia chegar a 37,5% com outras sobretaxas planejadas – faria com que a competitividade da indústria brasileira caísse drasticamente.
Outro pré-candidato, Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais pelo Novo, descreveu as novas tarifas como uma ação protecionista que fere os interesses do Brasil e desrespeita a longa relação entre os dois países. Ele também criticou a forma como o governo Lula conduziu as negociações, sugerindo que um manejo mais técnico poderia ter evitado a retaliação americana.
A crítica não se restringiu apenas ao governo atual. Renan Santos, pré-candidato pelo partido Missão, apontou que tanto o governo Lula quanto a família Bolsonaro têm priorizado interesses eleitorais em vez dos interesses nacionais. Ele também criticou a maneira como a família Bolsonaro se acercou da administração Trump, sugerindo que esses laços resultaram em desvantagens para o Brasil.
No Congresso, Paulo Pimenta (PT-RS), líder do governo na Câmara, afirmou que as ações dos senadores Flávio e Eduardo Bolsonaro contribuíram para a taxação, acusando-os de buscar alinhamento com os interesses dos EUA em detrimento da soberania nacional. O ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, igualmente sublinhou que o conflito é, na verdade, um embate com o governo Trump, não com o povo americano.
De forma geral, a reação do setor industrial foi de repúdio à medida. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) concordaram que as tarifas ameaçam a soberania nacional e desestabilizam a economia local.
Esse cenário evidencia não apenas os desafios econômicos que o Brasil enfrenta, mas também a fragilidade da política externa do país, exacerbando as divisões internas e a necessidade de uma estratégia mais coesa e responsável nas relações internacionais. Essa situação continua a se desenrolar, simbolizando um teste significativo para a liderança política brasileira em tempos de polarização extrema.





