EUA anunciam tarifa de 25% sobre exportações brasileiras, afetando 26,2% do total e gerando preocupações na indústria nacional

Na madrugada do dia 16, o governo dos Estados Unidos anunciou um aumento significativo nas tarifas de importação sobre produtos brasileiros, que pode impactar até 26,2% das exportações do Brasil para o país. Essa medida, denominada tarifaço de 25%, incidirá sobre um valor estimado em US$ 11 bilhões em exportações, conforme apontado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A nova imposição tarifária, que entrará em vigor no dia 22 de julho, poderá comprometer a competitividade da indústria brasileira em um de seus mercados mais importantes. Entre os produtos que serão afetados estão itens comumente exportados, como ferro-gusa, café, carnes e laranja, que integram uma lista de 429 produtos que sofrerão a sobretaxa. Isso pode resultar em um prejuízo estimado em até US$ 2,3 milhões para a indústria nacional.

Dos produtos exportados, mais de 60% correspondem a bens intermediários, indispensáveis para diversas indústrias nos Estados Unidos. Além disso, o Brasil é considerado o principal fornecedor para o mercado norte-americano em 10 dos 13 produtos mais impactados pelas novas tarifas.

Ricardo Alban, presidente da CNI, alertou sobre a urgência de intensificar as negociações entre Brasil e EUA. Ele ressaltou que há outra investigação nos Estados Unidos, que pode resultar em mais tarifas sobre produtos brasileiros. Em sua declaração, Alban enfatizou a importância de um diálogo contínuo para encontrar soluções que mantenham a relação comercial entre os dois países.

Em resposta a essas medidas, o governo brasileiro se manifestou, considerando o dia 15 de julho de 2026 um marco nas relações bilaterais. O Palácio do Planalto afirmou que serão adotadas estratégias para mitigar os danos econômicos que essa nova tarifa pode causar à renda dos brasileiros. Entre as ações planejadas, está a diversificação de parcerias comerciais e a abertura de novos mercados para os produtos nacionais. O Brasil também tomará medidas para usar instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional, e retornará a discussão no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC) para buscar soluções eficazes.

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