Historicamente, a presença militar dos EUA na Síria esteve ligada à luta contra o Estado Islâmico e à contenção das influências do Irã. No entanto, a retirada não está diretamente relacionada a um possível envio de tropas adicionais ao Oriente Médio em caso de colapso das negociações sobre o programa nuclear iraniano. Recentemente, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, mencionou a necessidade de um acordo contínuo entre o governo sírio e as Forças Democráticas Sírias, que incluem uma significativa participação curda. Segundo Rubio, é crucial que essa negociação se mantenha, apesar dos desafios.
Ele alertou que a situação é delicada, com a necessidade de abordar diversas questões e interesses locais. “Existem outros acordos que precisam ser alcançados entre o governo sírio, drusos, beduínos e alauítas. A sociedade síria é extremamente diversa, e essas interações são fundamentais para evitar uma completa fragmentação do país,” disse o secretário, enfatizando que esse processo não será fácil.
A perspectiva de uma Síria dividida em várias partes, assolada pela guerra e migração em massa, foi destacada como uma preocupação significativa. Rubio argumenta que qualquer alternativa à unidade da nação síria é preferível a um cenário de desintegração, que poderia resultar em um aumento da violência e da incerteza humanitária.
Enquanto isso, a política externa dos EUA permanece sob intensa observação, especialmente em relação às suas ações no Oriente Médio, um tema que continua a moldar a geopolítica da região. Com a retirada das tropas, novas questões sobre a estabilidade e a segurança na Síria e nas vizinhanças emergem, levando analistas a especular sobre o futuro papel do país e as noções de alianças e rivalidades que ainda estão por se definir.
