O memorando presidencial, que acompanhou o anúncio, especifica que tanto as agências estaduais quanto os departamentos do governo devem interromper a participação e o financiamento de 35 instituições não pertencentes à ONU e das 31 entidades vinculadas à organização global. Essa decisão foi pautada por uma revisão minuciosa das contribuições dos EUA a diversos órgãos e tratados internacionais, considerados, segundo a administração, contrários aos interesses americanos.
As repercussões dessa retirada são significativas. Além de afetar diretamente a presença dos EUA em organismos internacionais, a Casa Branca chamou a medida de um esforço para “restaurar a soberania americana”, redirecionando assim recursos públicos para prioridades delineadas na política do “America First.” Essa perspectiva se alinha a outras retiradas emblemáticas do governo, como a saída dos EUA da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Acordo de Paris sobre mudança climática, além do afastamento do Conselho de Direitos Humanos da ONU e a interrupção do suporte à Agência da ONU para Refugiados da Palestina (UNRWA).
Tal decisão, no contexto de um panorama global em rápida mudança, levanta questionamentos sobre o futuro das relações internacionais e a posição dos EUA neste cenário cada vez mais complexo. Quando os principais aliados estão se reavaliando e adaptando suas abordagens em relação à governança global, a efetiva implementação dessas retiradas pode gerar ondas de incerteza e reações diversas entre os países que dependem do suporte americano.
Com esse movimento, os EUA parecem querer estabelecer um novo precedente, onde as prioridades nacionais superam as obrigações internacionais, desafiando normas que há décadas incentivam a colaboração entre nações em diversos campos, desde direitos humanos até saúde pública. O impacto dessa política na dinâmica global ainda precisa ser amplamente discutido, mas certamente promete transformar a forma como os EUA se relacionam com outras nações nos anos vindouros.
