A nova ajuda inclui diversos equipamentos militares urgentes, como mísseis Stinger, sistemas aéreos não tripulados, munições para lançadores de foguetes HIMARS, e munições de artilharia de calibres 155 mm e 105 mm. As minas terrestres enviadas são classificadas como “não persistentes”, o que significa que seu funcionamento tem uma duração limitada, mas essa característica não diminui os riscos associados a elas. Além disso, o pacote contém mísseis antiblindados, como Javelins, AT-4 e TOW, além de equipamentos de proteção para infraestrutura e peças de reposição.
O envio de minas terrestres antipessoal, no entanto, suscita preocupações significativas no que diz respeito ao direito internacional. Essas armas são proibidas pela Convenção de Ottawa de 1997, que visa eliminar o uso e a produção dessas armas em 164 países, incluindo a Ucrânia. O uso e a posse de minas antipessoal são controversos devido ao seu potencial de causar danos indiscriminados à população civil, uma vez que são enterradas no solo e podem permanecer ativas por períodos prolongados, mesmo muito após o término dos conflitos.
As reações a essa ação dos EUA são intensas. O Kremlin, por exemplo, já se manifestou dizendo que este tipo de apoio militar à Ucrânia não apenas prolonga o conflito, mas também torna a resolução pacífica da situação mais difícil. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, enfatizou que os armamentos enviados para a Ucrânia se tornam alvos legítimos para as forças russas, levando a uma nova escalada já tensa do conflito.
Este pacote se destaca por ser o maior auxílio militar concedido sob a Autoridade de Retirada Presidencial desde que Biden assumiu o cargo, com o Congresso autorizando um montante total de até US$ 5 bilhões em assistência dessa natureza durante o seu mandato. O novo envio também levanta questões sobre a continuidade da assistência militar e suas implicações estratégicas na região, especialmente em um momento já volátil nas relações internacionais.
