EUA Anunciam Morte de Líder do Tren de Aragua em Ataque Ordenado por Trump; Ação foi Coordenada com a Venezuela

Na última sexta-feira, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que forças norte-americanas realizaram um ataque que resultou na morte de Hector Rusthenford Guerrero Flores, mais conhecido como Niño Guerrero. Este indivíduo é identificado como o líder do Tren de Aragua, uma organização criminosa venezuelana que tem sido alvo de intensos esforços por parte das autoridades americanas.

Em uma mensagem divulgada na rede social Truth Social, Trump declarou: “Sob minhas ordens, o Comando Sul dos Estados Unidos realizou um ataque rápido e letal para executar com sucesso Niño Guerrero, o infame líder do Tren de Aragua, uma das organizações terroristas mais sanguinárias do planeta.” O ex-presidente não esclareceu a data exata em que a operação ocorreu, mas enfatizou que a ação foi realizada em estreita colaboração com aliados na Venezuela, sugerindo uma certa cooperação entre os dois países nesses esforços.

A Reuters, em busca de mais informações, contatou o Ministério da Informação da Venezuela, que não respondeu prontamente ao pedido de comentários sobre o ataque. Ao longo de sua administração, Trump impôs sanções a Guerrero e a outros membros do Tren de Aragua, acusando-os de envolvimento em diversas atividades ilícitas, incluindo o tráfico de drogas, tráfico humano e lavagem de dinheiro. Em um contexto mais amplo, o Departamento de Estado dos EUA classificou o Tren de Aragua como uma organização terrorista estrangeira, ao lado de grupos como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital, conhecidos por sua atuação criminosa.

Além disso, Trump fez acusações sobre uma suposta coordenação entre o Tren de Aragua e o governo venezuelano, liderado pelo presidente Nicolás Maduro, embora não tenha apresentado evidências concretas que sustentassem essa alegação. Essa narrativa foi utilizada pela administração Trump para justificar deportações de imigrantes nos Estados Unidos, que foram enviadas para uma prisão de alta segurança em El Salvador.

As reações a essa operação ainda são incertas, e o impacto de tal ação pode reverberar nas relações entre os EUA e a Venezuela, além de despertar debates sobre as consequências das estratégias adotadas em combate a organizações criminosas internacionais.

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