Recentemente, a administração do presidente Donald Trump revelou um investimento de US$ 17,5 bilhões, equivalente a aproximadamente R$ 90,7 bilhões, destinado à construção de dez novos reatores nucleares de grande porte. Esta iniciativa visa atender à crescente necessidade de energia, impulsionada principalmente pela expansão dos data centers que, segundo estimativas, já representam entre 4% e 5% do consumo total de eletricidade do país em 2024, com projeções indicando um aumento que pode quase triplicar até 2028.
Chris Wright, o secretário de Energia, expressou otimismo quanto ao interesse de empresas do setor energético, desenvolvedores de data centers e concessionárias em se envolver nos novos projetos. As obras são esperadas para iniciar em torno de 2030, com expectativa de que os reatores entrem em operação na metade da década de 2030.
Wright mencionou que esta iniciativa é parte de uma estratégia mais ampla para expandir a geração de energia nuclear nos EUA. Com a criação de uma cadeia de suprimentos robusta, ele acredita que será possível desenvolver dezenas de projetos adicionais nos próximos anos. Os reatores, que seguirão o modelo AP1000 da Westinghouse, são os mesmos utilizados na usina de Vogtle, na Geórgia, onde a construção enfrentou numerosos atrasos e um aumento nos custos.
Embora o secretário tenha reconhecido os desafios enfrentados no projeto de Vogtle, atribuídos a falhas de planejamento e dificuldades na cadeia de suprimentos, ele ainda defendeu a confiabilidade do modelo. Wright afirmou que as lições aprendidas facilitarão a redução de custos e a aceleração dos prazos de construção no futuro.
O Departamento de Energia confirmou que sete empresas de serviços públicos já assinaram cartas de intenção para identificar possíveis locais para os novos reatores. Dessa forma, cinco áreas serão escolhidas para instalação de dois reatores cada. Os recursos federais serão direcionados para o financiamento de componentes nucleares a longo prazo, sem a liberação de empréstimos diretos para as construções.
A estratégia de expansão da energia nuclear também está alinhada com a ambição da Casa Branca de quadruplicar a produção nacional de energia nuclear nos próximos 25 anos. Além disso, o governo está incentivando o desenvolvimento de tecnologias emergentes, como os pequenos reatores modulares, considerados uma alternativa mais flexível e inovadora para o futuro energético do país.
