Chris Wright, o Secretário de Energia dos EUA, enfatizou o elevado interesse de empresas de energia, desenvolvedores de data centers e concessionárias em se envolver neste projeto. As obras estão previstas para iniciar por volta de 2030, com projeções de que alguns reatores entrem em operação na metade da próxima década. Essa iniciativa é parte de uma estratégia mais ampla para ampliar a capacidade de geração de energia nuclear no país.
O modelo adotado para os novos reatores será o AP1000, desenvolvido pela Westinghouse, que também foi utilizado na usina de Vogtle, na Geórgia. Embora essa usina tenha enfrentado atrasos significativos e custos crescentes, as autoridades acreditam que as experiências adquiridas durante esses desafios permitirão uma execução mais eficiente dos novos projetos.
Além disso, o Departamento de Energia informou que sete empresas de serviços públicos já assinaram cartas de intenção para identificar locais viáveis para os novos reatores. Destes, cinco locais devem ser escolhidos para acomodar dois reatores em cada um. Vale ressaltar que os recursos financeiros da federalização serão direcionados para componentes nucleares a longo prazo, não sendo utilizados como empréstimos diretos para as construções.
A expansão do setor nuclear se alinha com os objetivos da Casa Branca de quadruplicar a produção nacional de energia nesse segmento nos próximos 25 anos. O governo também está explorando outras tecnologias emergentes, como os pequenos reatores modulares, que apresentam uma alternativa mais flexível e escalável para o futuro energético do país.
Esta movimentação é especialmente relevante diante das previsões de que o consumo de eletricidade nos Estados Unidos deve aumentar significativamente. Dados indicam que, em 2024, os data centers representarão entre 4% e 5% da demanda total de eletricidade, um número que pode quase triplicar até 2028, evidenciando a necessidade urgente de um planejamento energético robusto e sustentado.