Trump enfatizou a importância do diálogo, mas sua postura firme sugere que a continuação das conversas não garantirá facilidade para o Irã. “Vou falar com eles o quanto eu quiser e ver se conseguimos fazer um acordo. Se não conseguirmos, teremos que passar para a segunda fase. Esta etapa será muito pesada para eles”, afirmou o presidente. Essa declaração ocorre em um contexto de tensão crescente entre os dois países, em meio a preocupações sobre o programa nuclear iraniano e o desenvolvimento de mísseis balísticos.
Na mesma linha, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, destacou que o sucesso das negociações dependerá de decisões que o Irã tomará em relação a suas capacidades militares e ao seu programa nuclear. Recentemente, foi realizada uma rodada de conversas entre delegações americanas e iranianas em Mascate, Omã, onde Trump descreveu as discussões como “produtivas” e indicou que um entendimento poderia ser alcançado se as condições fossem favoráveis.
Entretanto, a posição do Irã, conforme expressada por seu chanceler Abbas Araghchi, mantém um tom desafiador. Ele afirmou que Teerã está comprometido em garantir seu direito ao enriquecimento de urânio e que não pretende fazer concessões sobre suas capacidades de mísseis, mesmo diante da possibilidade de um conflito armado.
Com as conversas e as tensões em alta, o futuro das relações entre os dois países permanece incerto. O espectro das consequências de uma ruptura nas negociações paira sobre as discussões, levantando preocupações sobre um potencial aumento nas hostilidades na região.
