As sanções propostas fazem parte da Lei César, aprovada em 2019, que já impôs severas restrições econômicas ao regime de Damasco. Essa legislação visa punir não apenas o governo sírio, mas também indivíduos e empresas que apoiem o regime na guerra civil que se arrasta há anos.
Os Estados Unidos expressaram preocupação de que qualquer ofensiva do exército sírio contra as SDF possa, na verdade, iniciar uma campanha mais ampla contra milícias que têm o respaldo dos EUA. Essa possibilidade indicaria um desvio ainda maior na dinâmica regional, colocando em risco a segurança e a estabilidade de um dos parceiros mais importantes na luta contra o Estado Islâmico, conhecido como Daesh.
As Forças Democráticas Sírias são formadas por um conglomerado de milícias que representam diversas etnias, incluindo curdos, árabes e assírios, e têm sido um pilar fundamental da luta contra a presença do Estado Islâmico na Síria. Apesar de uma recente trégua, onde o ministério da Defesa sírio anunciou a suspensão de ataques em Deir Hafer, a escalada de tensões revela a fragilidade da situação.
A trajetória militar do governo de Damasco e a denúncia de atividades de milícias impulsionadas pelos Estados Unidos continuam a ser um tema delicado nas relações internacionais, especialmente quando se considera o papel dos EUA na região. Com a intensificação de retóricas e a possibilidade de novas sanções, o futuro da Síria permanece incerto, suscitando receios sobre uma nova onda de conflito e desestabilização no país.







