Trump mostrou-se otimista quanto à possibilidade de um acordo de paz entre as partes envolvidas, enfatizando que tanto Moscou quanto Kiev precisariam estar dispostos a realizar concessões mútuas para encerrar o embate. Ele afirmou que já fez propostas nesse sentido e acredita que ambos os lados estão na disposição de avançar nas negociações.
A coletiva também abordou outras questões internacionais, como a tensão com o Irã. Trump afirmou que um dos principais objetivos das negociações é impedir que o país persa desenvolva armas nucleares e garantir a reabertura do estreito de Ormuz, uma via crucial para o tráfego de petróleo no mundo.
Enquanto isso, a situação em torno do diálogo entre Rússia e Ucrânia evoluiu, com o Kremlin confirmando o recebimento de uma carta aberta do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Nesta correspondência, Zelensky sugere uma reunião com o presidente Vladimir Putin em um país neutro para facilitar as discussões e buscar uma solução pacífica para o conflito.
Putin, por sua vez, manifestou a disposição da Rússia em chegar a um entendimento, mas ressaltou que um acordo definitivo deve ser validado por representantes legítimos da Ucrânia. O líder russo questionou a legitimidade do governo atual de Zelensky, apontando que seu mandato expirou há dois anos e que as questões sobre sua legalidade permanecem em aberto.
Além disso, o governo russo tem insistido que a entrega de armamentos à Ucrânia prejudica as perspectiva de diálogos de paz e alerta que tal apoio está envolvendo diretamente os membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) no confronto. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, advertiu que qualquer carregamento de armas destinado à Ucrânia pode ser considerado um alvo legítimo, sinalizando a gravidade da situação e as tensões que se intensificam na região.





