EUA acusam Rússia de “ações desestabilizadoras” e anunciam novas sanções por atividades de influência secreta em outros países.

Nesta sexta-feira (13/9), o governo dos Estados Unidos acusou a Rússia de realizar “ações desestabilizadoras” em outros países e anunciou uma nova rodada de sanções. De acordo com um comunicado oficial, o país liderado por Vladimir Putin teria utilizado meios de comunicação estatais para promover tais atividades. As agências estatais Rossiya Segodnya e TV Novosti, afiliada ao canal de mídia RT, foram os principais alvos das medidas adotadas por Washington, que também sancionou um diretor da Rossiya.

Segundo a administração de Joe Biden, os meios de informações Russos estiveram envolvidos em “operações de informação, influência secreta e aquisição militar” em diversos países da Europa, África, América do Sul e Norte. O Departamento de Estado dos EUA afirmou que as atividades de influência secreta realizadas por atores estatais não podem ser consideradas jornalismo, e que os Estados Unidos sempre defenderão a liberdade de expressão, incentivando a dissidência, o debate aberto e o discurso livre.

Essas acusações e sanções surgem em meio a tensões crescentes entre Estados Unidos e Rússia, especialmente no que diz respeito à interferência em processos eleitorais. Na última semana, os EUA já haviam acusado o canal estatal russo RT, e alguns funcionários, de interferir nas eleições presidenciais do país, resultando na aplicação de sanções adicionais.

A postura adotada pelos Estados Unidos em relação à Rússia reflete a preocupação com as tentativas de influência externa em assuntos internos de outros países, reforçando o compromisso com a defesa da liberdade de expressão e a promoção do debate democrático. A escalada das tensões geopolíticas entre as duas nações demonstra a complexidade das relações internacionais e a necessidade de uma postura firme diante de eventuais ameaças à estabilidade global.

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