No entanto, é importante destacar que essa média é fortemente influenciada pelo estado de São Paulo, que é o maior consumidor de combustíveis do Brasil. De acordo com a pesquisa da ANP, que abrange 26 estados (excluindo o Amapá, onde não há postos de etanol monitorados), o etanol se mostra economicamente viável em apenas três deles: São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Nos demais estados, a gasolina continua a ser a opção preferencial. Entre aqueles onde a gasolina se mostra mais vantajosa estão regiões como Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, e várias outras. Isso implica que os motoristas devem estar atentos às condições locais de preços para tomar decisões mais informadas sobre qual combustível utilizar.
Para auxiliar nessa escolha, é recomendável que os motoristas realizem um cálculo simples: multipliquem o preço da gasolina por 0,7 (ou 70%). Se o preço do etanol for inferior a esse resultado, ele é a escolha financeiramente mais vantajosa. O especialista em Engenharia de Transportes, Marcio D’Agosto, comenta que o etanol tem cerca de 30% menos energia do que a gasolina, o que resulta em menor autonomia veicular. Portanto, a análise do custo-benefício deve considerar o desempenho específico de cada modelo de veículo.
Veículos mais modernos normalmente informam a autonomia no painel; já os mais antigos exigem um cálculo manual, que envolve anotar a quilometragem e o volume abastecido para determinar o consumo médio. Essa informação, combinada com a calculadora disponibilizada por um veículo de comunicação, pode ajudar os motoristas a decidir qual combustível é mais vantajoso para o seu dia a dia. Em suma, com as recentes flutuações nos preços do petróleo, a escolha entre etanol e gasolina nunca foi tão crucial e deve ser feita com cautela e informação.
