Estupro Coletivo de Crianças em SP: Atraídas por “Soltar Pipa”, Suspeitos Conheciam Vítimas e Gravações Foram Compartilhadas nas Redes Sociais

No último domingo, a Polícia Civil do Estado de São Paulo revelou detalhes perturbadores sobre um caso de estupro coletivo envolvendo duas crianças na zona leste da capital paulista. As vítimas, que conheciam os agressores, foram atraídas para um local onde alegadamente iriam soltar pipa. Com essa abordagem engaçadora, os suspeitos, que são vizinhos das crianças, conseguiram convencê-las a entrar em uma residência onde o crime se consumou.

A investigação liderada pela delegada Janaina da Silva Dziadowczyk aponta que a confiança das crianças nos abusadores facilitou a aproximação. Segundo informações, os agressores se utilizaram de uma conversa inocente, afirmando que havia uma pipa a ser solta. “Elas foram atraídas para aquela casa”, esclareceu a delegada. O cenário se torna ainda mais alarmante ao se saber que o registro do crime foi filmado inicialmente por um adulto, que posteriormente passou o celular para um adolescente continuar a gravação, evidenciando um planejamento consciente para perpetuar os abusos.

Atualmente, cinco pessoas estão detidas, sendo quatro adolescentes e um adulto. Um dos adolescentes ainda se encontra foragido, e as equipes de segurança estão ativamente negociando com a família para que ele se entregue às autoridades. O secretário de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, acredita que a rendição será a decisão mais sensata diante do ocorrido. Entre as detenções, destaca-se a prisão do maior de idade, que foi capturado na Bahia e deve ser levado a São Paulo nos próximos dias.

Além das prisões, a polícia está no encalço de quem compartilhou as gravações dos abusos nas redes sociais. O adulto preso enviou os vídeos por WhatsApp a conhecidos, que, por sua vez, disseminaram ainda mais essas imagens pela internet. As autoridades solicitaram que aqueles que compartilham esse conteúdo cessem imediatamente, pois isso representa uma violação adicional dos direitos das crianças envolvidas.

A investigação também examina se a comunidade local exerceu alguma forma de pressão sobre a família das vítimas, tentando evitar que um boletim de ocorrência fosse registrado. Segundo os investigadores, havia um desejo entre alguns moradores de resolver a questão internamente, sem a intervenção da polícia. Estes fatores complicam ainda mais um caso já muito sensível, e a DP continua sua busca por justiça e proteção para as crianças afetadas.

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