Pesquisadores utilizam uma abordagem multidisciplinar que combina novos trabalhos de campo com dados históricos para delinear uma paisagem urbanizada, organizada em áreas específicas para habitação, produção artesanal e eventos comunitários. Essa estrutura complexa é muito mais sofisticada do que os típicos fortes de colinas da região, sugerindo que habitantes daquela época formavam uma comunidade densa e ativa.
As escavações revelaram mais de 200 possíveis estruturas, incluindo grandes edifícios circulares que indicam uma sociedade estratificada, caracterizada pelo trabalho em metal, especialmente bronze e ouro. Essas descobertas também apontam para o trânsito de bens importados, evidenciando conexões comerciais significativas com outras regiões. Além disso, a presença de vestígios de festas e rituais sublinha a riqueza cultural desta sociedade antiga.
O sítio arqueológico inclui não apenas áreas residenciais, mas também uma piscina ritual e uma avenida cerimonial, completamente interligados. Uma construção monumental de madeira encontrada nas proximidades sugere que atividades cerimoniais se estendiam além das zonas fortificadas. Essas características somadas fazem do Forte de Haughey um centro significativo para entender a complexidade social e cultural da época.
O estudo, que amplia a compreensão do desenvolvimento urbano e das dinâmicas sociais na Europa Ocidental durante a Idade do Bronze, revela que a Irlanda do Norte já abrigava um centro urbano considerável muito antes do que se pensava. Tal descoberta não somente enriquece o conhecimento histórico da região, mas também reforça a ideia de que complexidade social e intercâmbio comercia era presente em civilizações antigas muito antes da tradicionalmente reconhecida. Essa nova perspectiva promete mudar a forma como a história da Europa Ocidental é estudada, oferecendo uma visão mais integrada do passado.
